ARGENTINA e CHILE: de carro

Estávamos com um prazo curto para planejamento, não podíamos gastar muito, mas mesmo assim queríamos muito viajar, então, eis que surgiu a ideia de planejar rapidamente uma viagem de carro até a linda Argentina e o maravilhoso Chile!

Dicas no geral:

  • Documentos essenciais para dirigir nos dois países:
    CNH brasileira;
    RG ou Passaporte;
    CRLV do veículo no nome do condutor;
    Carta Verde que inclua o Chile – no caso -;
    Autorização para tráfego de veículo fora do território nacional.
  • Acessórios obrigatórios para dirigir:
    Extintor de incêndio ARG CHI;
    Cadenas (caso vá pegar neve pela estrada) ARG CHI;
    Cambão ou cabo de aço ARG;
    Triângulo adicional ARG CHI;
    Kit de primeiros socorros ARG.
  • Na época, para dirigir pelo Chile, nós tivemos que fazer a Permissão Internacional para Dirigir (PID); pelo que vi hoje não precisa mais, mas é sempre bom dar uma conferida especial nisso.
  • Documento imprescindível para circular de carro por lá: carta verde. O que é? É o seguro obrigatório para veículos registrados no Brasil e que irão ingressar nos países do Mercosul.
  • Trafegue com as luzes acesas nas rodovias argentinas.
  • Cuidado com a gasolina! Quase não se tem postos de gasolina durante os trajetos entre as cidades, portanto, evite chegar ao fim do tanque. Quando estiver na metade e avistar um posto: abasteça!

Data 26/12/13

Topo2_1o dia

1º dia (Ponte Internacional da Fraternidade, Hito Tres Fronteras): saímos cedo de Curitiba, pois iríamos pegar o caminho mais longo da viagem: 11 horas dirigindo até Posadas, nossa primeira parada argentina. Dessa vez fomos em três pessoas, duas tinham carteira e eu não, portanto, somente as duas revezavam a direção.

Para chegar até Posadas, passamos pela famosa Ponte Internacional da Fraternidade e, depois, visitamos também o Hito Tres Fronteras no lado argentino (Puerto Iguazú), marco que se situa no cruzamento da divisa territorial entre Argentina, Brasil e Paraguai.

Hito Três Fronteiras do lado argentino

Entrando na  Argentina, fomos paradas pelos policiais na alfândega, os quais revisaram nosso carro para verificar documentação e, também, os equipamentos que falamos ali em cima.

Não mais que 20 minutos depois, fomos paradas por mais um policial na estrada que também queria ver se estava tudo em ordem.

Sem maiores problemas, seguimos para Posadas, chegando pela noite no Posadas Hotel (velho, e com um pouco de cheiro de mofo, e não era barato! Não recomendamos). Mas foi só para dormir, já que no dia seguinte já iríamos embora.


Data 27 e 28/12/13

Topo2_2o diaa

1º e 2º dia (Centro de Posadas, Avenida Costanera, Corrientes): calor, eu diria. Pegamos em Posadas 40 graus com sensação de 45! Praticamente não conseguíamos ficar fora do carro – com ar condicionado -, então só saíamos para conhecer rapidamente os lugares e voltávamos. O ar estava muuuuito abafado, irrespirável. Nós que somos de Curitiba não estamos acostumadas com tanto calor assim, rs.
Corrientes foi apenas uma parada para dormir, pela manhã demos uma volta rápida pela cidade antes de sair rumo à próxima parada.

O hotel de Posadas estava localizado perto da praça 9 de Julio, então aproveitamos para dar uma volta ali perto antes de pegarmos o carro para conhecer a Avenida Costanera. Pela praça encontram-se monumentos e as construções mais importantes da cidade: a Iglesia Catedral San José e a Casa de Gobierno.

Fotos do centro de Posadas

Já na Avenida Costanera, paramos perto do Monumento Andrés Guazurarí, uma grande estátua de ferro em homenagem ao militar que governou a província de Misiones. Depois disso achamos um lugar para nos refrescarmos um pouco: o pequeno Balneario El Brete, ali há “guarda-sóis” de madeira e chuveiros, tudo bem limpo e arrumado.

Fotos da baía de Posadas

Chegamos em Corrientes apenas para dormir e no dia seguinte já seguimos para Córdoba, nossa próxima parada. As estradas são bastante descampadas, e no verão chove e venta muito! Então tome cuidados com possíveis tempestades pelo caminho.


Data 29 e 30/12/13

Topo2_3o diaa

1º e 2º dia (Parque Nacional Quebrada del Condorito, Centro de Córdoba, estrada para Mendoza): chegamos à noite em Córdoba e nos instalamos no Tango Hostel (não muito limpo, mas jovial e com um café da manhã básico), e no dia seguinte já saímos para passear.

Fomos em direção ao Parque Nacional Quebrada del Condorito tentar a sorte e ver algum Condor! O Parque fica localizado na serra de Córdoba, mas a sinalização é bem precária (assim como o parque). A entrada é gratuita, mas chegamos muito tarde e não conseguimos ver nenhum condor. O pico é o lugar mais provável para ver algum, mas a caminhada é longa, então vá com tempo 😉

Parque Nacional Quebrada del Condorito

Aproveitamos à noite para curtir um pouco a noite argentina, comendo pizza e tomando algumas Quilmes. No dia seguinte fomos conhecer um pouco do centro da cidade, almoçamos no Mercado Municipal e seguimos para Mendoza, numa estrada linda: a Ruta Nacional 20.

Fotos da estrada com pôr do sol


Data 01 e 02/01/14

Topo2_7o diaa

Entrada da cidade de Mendoza

1º e 2º dia (Potrerillos, Puente del Inca, Cerro Aconcagua, Pasraí, Vistandes): em nosso sexto dia (31/12) ficamos apenas no Hostel, pois passamos a virada do ano por ali mesmo. Foi bem divertido! O Hostel que ficamos foi o Hostel Mendoza-Inn, do Hostelling International e eles ofereceram um jantar bem gostoso para o ano novo. No geral, o quarto era bom, banheiro ok, tinha piscina e o café da manhã era muito bom também. Os hostels dessa linha são bons, então vale a pena pagar um pouco a mais por eles.

No dia seguinte, nosso sétimo dia, fizemos tour com a equipe do hostel pela região. Para chegar até o Parque Provincial Aconcagua, passamos primeiramente por Potrerillos, lugar rodeado pela Cordilheira dos Andes e cenário de um maravilhoso lago azul esverdeado. Depois, passamos pela Puente Del Inca, uma formação rochosa que forma uma ponte natural sobre o rio Las Cuevas.

Potrerillos e Puente del Inca

Chegamos ao Parque Provincial Aconcagua para ver o famoso Cerro Aconcagua, que não quis sair de trás das nuvens mas deu para ver um pouquinho. Apesar do calor, lá ventava muito e o ar estava bem gelado!

Cerro Aconcagua

No dia seguinte visitamos a Olivicola Pasrai para conhecer sobre a fabricação de azeite e, claro, fazer umas comprinhas. Tinham vários sabores de azeite e todos muito bons! Depois fomos conhecer a vinícola Vistandes para experimentar um pouco do vinho argentino. Ambos os lugares eram pequenos e familiares. São passeios clássicos, mas ótimos, afinal Mendoza é um dos principais pólos de produção de vinho e azeite.

No dia seguinte, passeamos rapidamente pelo Parque General San Martín e pegamos a Ruta Nacional 7 rumo a Santiago.

Chegando no Chile


Data 04 e 05/01/14

1º e 2º dia (Centro Histórico, Cerro Santa Lucia, Cerro San Cristóbal, Parque Arauco): de Mendoza para o Chile são quase 5 horas de viagem. Atravessamos pela Cordilheira dos Andes, com paisagens lindas durante o caminho e, após passar pela alfândega, seguimos para o hostel.

Ficamos apenas dois dias em Santiago, então conhecemos o básico: passeamos um pouco pelo Centro Historico, conhecemos as construções antigas e depois fomos para o Cerro Santa Lucia, que tem uma vista linda da cidade quando se sobe no Castillo Hidalgo, que fica ali dentro mesmo. No dia seguinte, para uma vista melhor ainda da cidade, com as cordilheiras ao fundo, subimos no Cerro San Cristóbal, porém, nessa época é muito quente e infelizmente acontecem muitas queimadas, então a cidade estava tomada por fumaça e ficamos sem ver as cordilheiras 🙁 Mas fica aqui a oportunidade de voltar para Santiago mais uma vez! Antes de ir, jantamos no shopping Parque Arauco, que fica na parte nova de Santiago, ao lado da Avenida Presidente Kennedy.

Cerro Santa Lucia na cidade de Santiago


Data 06/01/14

Nessa parte da viagem largamos o carro e pegamos um ônibus. Os ônibus lá são ótimos! Compramos uma semi-cama, pois a viagem seria longa: 13 horas. As poltronas são grandes; tem filmes para assistir; tem controle de velocidade que apita bem alto se o motorista ultrapassar a velocidade máxima (o que de certa forma te dá mais segurança); e pela manhã servem uma comidinha básica: pão com presunto e café.
C
ompramos a passagem direto no terminal Los Heroes, em Santiago, e deixamos o carro por lá mesmo. Algumas das empresas mais conhecidas que fazem a viagem Santiago > Puerto Varas são: Cruz del Sur e TurBus. As passagens custam em torno de R$ 150/200.

1º dia (Isla Loreley, Volcano Osorno, Laguna Verde, Lago Todos Los Santos, Saltos del Petrohue): nosso próximo destino seria Bariloche, mas como a viagem era muito grande, queríamos parar em algum lugar antes de continuar. Pesquisando um pouco encontramos a maravilhosa Puerto Varas, uma cidade pequena e super aconchegante! Conseguimos visitar os principais pontos da cidade em um dia.

Fomos ao centro da cidade, pois é de lá que saem várias vans para fazer os passeios diários. Nos juntamos a uma família e fomos para a primeira parada: isla Loreley. Ali fizemos um pequeno passeio de barco por uma lagoa rodeada de vegetação. Depois paramos em Ensenada para comer alguma coisa e ter uma vista maravilhosa do Volcano Osorno, o vulcão que faz parte da paisagem linda de Puerto Varas e, também, um dos mais ativos do Chile. Saindo dali, passamos também pela Laguna Verde, que é literalmente verde haha, muito linda 🙂

Pontos turísticos de Puerto Varas

Depois disso, seguimos para mais um passeio de barco no Lago de Todos los Santos, para ter mais uma vista do vulcão Osorno, o que não é muito difícil, já que ele é o protagonista de todas as paisagens! Por fim, terminamos o dia com um passeio no Saltos del Petrohue, outro lago que tem uma cor espetacular e rochas vulcânicas lindas, originadas da lava do vulcão Osorno, tudo ali é realmente muito lindo.

Saltos del Petrohue


Data 08, 09 e 10/01/14

Pegamos cedo, de Puerto Varas, um ônibus rumo a Bariloche. Uma das empresas que fazem esse trajeto é a Andesmar, e custou na época uns R$ 80. Vale comentar que estava muito frio em Bariloche!

Passamos três dias em Bariloche e separamos os passeios assim:
1º dia – Villa La Angostura e Camino de Los Siete Lagos
2º dia – Circuito Chico e Cerro Campanario
3º dia – Cerro Tronador e Ventisquero Negro
E, claro, no meio desses passeios fomos em muitas lojinhas, principalmente as de chocolate! 🙂

1º dia (Villa La Angostura, Camino de Los Siete Lagos)compramos os passeios pelo Hostel que nos hospedamos, o Bariloche Hostel Inn. Ótimo hostel, quarto simples e um café moderado, mas com uma vista linda do Río Negro. Assim sendo, nosso passeio do dia saía da Villa La Angostura, uma rua pequena com lojinhas e restaurantes super fofos. O Camino de Los Siete Lagos é um trecho da Ruta Nacional 40 que passa por sete lagos, unindo a Villa La Angosura e a cidade de San Martin de Los Andes.

Camino de Los Siete Lagos

O primeiro lago que paramos foi o ¹Espejo, seguido do ²Lago Correntoso, ambos apenas vistos “de cima”. Passamos rapidamente pelo ³Lago Escondido, seguimos para o ⁴Lago Falkner e ⁵Lago Villarino, e depois paramos no ⁶Lago Machónico. Por último, paramos em San Martin de Los Andes para comer e visitar o último lago, o ⁷Lácar.

Camino de Los Siete Lagos

Camino de Los Siete Lagos

2º dia (Circuito Chico, Cerro Campanario)outro passeio também comprado pelo hostel, saímos cedo com a van para fazer o Circuito Chico, passeio que passa por alguns pontos interessantes da cidade. Primeira parada: Cerro Campanario, com uma vista maravilhosa dos lagos de Bariloche. Para subir até o topo pega-se o teleférico Aerosilla Cerro Campanario, pago a parte do passeio. Depois, o passeio passa pelo lado de fora do gigante hotel Llao Llao, seguindo para mais alguns lagos da região, finalizando a tour. Como o passeio é curto, aprovChocolate FraNuieitamos para passear nas famosas lojas de Chocolate, que estão sempre fazendo degustação! A loja que eu mais gostei foi a Rapa Nui, eles tem um chocolate m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o chamado FraNui: framboesa coberta por chocolate branco e preto, come-se gelado. Um dos melhores doces que já comi 🙂

3º dia (Cerro Tronador, Ventisquero Negro): nosso último dia em Bariloche foi bem tranquilo, fizemos apenas um passeio com duas paradas. A primeira foi o Cerro Tronador, localizado dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, um vulcão ativo coberto de neve e que tem esse nome (trovão), pois o barulho que se dá quando ocorrem as frequentes avalanches é parecido com trovões. Depois disso, fomos ao Ventisquero Negro, ainda dentro do parque, pois é uma das sete geleiras que ocupam o cume do Cerro Tronador. Diferente das outras geleiras, essa tem uma cor escura proveniente de sedimentações das constantes avalanches.

Cerro Tronador e Ventisquero Negro


Pôr do sol

Depois de Bariloche, voltamos para Santiago de ônibus e pegamos o carro rumo a Buenos Aires. Não vou falar de BsAs agora, pois vou contar melhor dessa cidade em outro post 🙂

Parte chata: quando estávamos pesquisando sobre a viagem, li muito sobre ter cuidado com policiais na estrada. Felizmente só pegamos dois no final da viagem, perto já da fronteira com o Brasil, onde ambos alegaram que estávamos fazendo coisa que não estávamos! Eles simplesmente pararam o carro e pediram dinheiro para a “multa”. O último, inclusive, não se importou se íamos ficar sem peso para pagar os pedágios que ainda estavam por vir. Então, infelizmente, às vezes não adianta nem tomar todo cuidado do mundo, fica-se de mãos atadas mesmo :/